O fecho do ciclo: de Santa Marinha à Lapinha

Com a alteração de planos para o percurso da Ronda, aqueles que eram inicialmente os primeiros quilómetros (da Lapinha a Santo Antonino pela Penha e depois até Jugueiros) tiveram de ser repensados. Havia que fazer a ligação de Santa Marinha à Lapinha e o único percurso razoável seria ao longo dos altos de Rendufe até Santo Antonino.

Apesar do traçado do reconhecimento ser pouco usual, por não ser circular, houve suficientes aventureiros para formar uma boa equipa: Mauro, Miguel, Frederico, e Gil. Seguimos de carro da Lapinha até São Torcato. O dia estava chuvoso e temia que os mapas com o percurso se estragassem rapidamente. Felizmente, fomos poupados durante grande parte do trajeto. No entanto, os mapas de pouco serviram nos primeiros quilómetros, pois rapidamente nos perdemos no meio dos campos a nordeste do Santuário de São Torcato. Conseguimos inclusivamente correr no sentido da partida! Fizemos seguramente mais 2 quilómetros, mas pelo menos valeu por alguns trilhos interessantes que… dificilmente voltaremos a percorrer!

Chegados finalmente a Gonça, iniciámos a subida a Santa Marinha por um conhecido trilho de downhill. Até Santa Marinha, nada de novo. O percurso que interessava registar começava na capela e seguia ao longo da crista do monte até ao vértice geodésico de Lustoso. Este segmento é muito acessível e pouco técnico, com muitos caminhos de terra batida. No alto de Lustoso, acontece algo muito bizarro: lá em baixo, um engarrafamento de motards a fazerem-se à subida pelo trilho de pedras. A fumaceira gerada pelas motos faz-nos pensar que a corrida no asfalto nem tem assim tanto de poluição. Descemos às proximidades de Rendufe e seguimos em direção ao vértice de Pedras Alvas, em Atães. Ali, descemos rapidamente até à variante Guimarães-Fafe. Após uma pausa para reforço, inicíamos a dura subida até Santo Antonino. Este monte, como vem sendo hábito nos últimos anos, voltou a ser devastado por incêndios e por desbaste de árvores. O treino estava a ficar duro e ainda tínhamos que subir à Penha…

Pegamos na “besta” pela vertente mais fácil, junto ao paço do Conde de Paçô Vieira. Até ao Centro de Equitação, foi um tirinho! Depois, as coisas complicaram-se: a encosta ficou mais inclinada e começou a chover fortemente. Chovia tanto que nem tivemos tempo para tirar uma foto decente no Santuário da Penha, nem de apreciar as vistas do Pio IX.

O regresso à Lapinha fez-se tranquilamente por trilhos bem conhecidos. Espero em junho fazer alegremente esta parte final do percurso, em que já levarei quase 70km! No final do treino, ao contrário dos prometidos 23, foram 27km e mais de 4h de corrida. Ainda bem que tive parceiros de aventura tolerantes! E com este reconhecimento, encerro a fase de reconhecimento da Ronda. A próxima fase é o planeamento detalhado do trajeto e recolha documental para referência.

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